Existe no Brasil um grande número de profissionais de tradução de Inglês para o Português que se dizem “altamente qualificados”, porém num exame mais profundo poderá se observar que esses tradutores muitas vezes vêm de cursos rápidos de idiomas, alguns com algum tempo de estadia no exterior e muito raramente outros, com faculdade de tradução ou letras.

O Ministério do Trabalho e Emprego, não regulamentou o ofício de tradutor, o que significa que não há nenhum órgão que fiscalize a profissão, além de que para se tornar tradutor, não é necessário concurso público, nem habilitação profissional.

Na prática, isto significa que qualquer pessoa que estude um pouquinho, pode se considerar um “tradutor”.

Quem conhece e trabalha seriamente na área, sabe como é difícil encontrar pessoas realmente qualificadas para ler e transcrever tanto do inglês para o português, como o contrário.

O inglês é sem dúvida o idioma estrangeiro mais ensinado nas escolas, e muitas vezes o cliente não é habilitado para avaliar a qualidade do serviço oferecido. Isto abre uma porta para que grande quantidade de pessoas sem a devida qualificação, disputem espaço com profissionais sérios e experientes, que estão continuamente estudando e aperfeiçoando seus conhecimentos.

Este profissionais semi-qualificados sempre oferecem seu trabalho por um custo irrisório, porém intitulando-os como sendo de altíssima qualidade e prazo de entrega, mínimo.

O resultado é que no final sai um trabalho de péssima qualidade e é preciso mais uma vez buscar um profissional, mas desta vez qualificado, para fazer uma revisão. O custo desse trabalho, muitas vezes pode ser igual ao que seria cobrado por um profissional qualificado, e por vezes até mais caro.